Eita blog desatualizado, hein? Pois é, leitor. Minha vida nas últimas semanas teve alguns solavancos – positivos, é bom frisar-, e o tempo que eu tinha de sobra para escrever ficou muito escasso. Mas hoje resolvi largar mão de ser preguiçoso e atualizar o blog. Ao que interessa, portanto.
Mínimas do Senado (e de todo o resto…)
Recentemente, a revista Veja descobriu que o jornal O Estado do Maranhão, cujo dono é o Sarney, só defende o seu dono… o Sarney. Fico imaginando a ginástica mental que o repórter fez para chegar a tão surpreendente conclusão. Fiquei realmente chocado com tal achado. A reportagem é minha candidata ao Prêmio Esso. De melhor reportagem óbvia do ano.
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O Suplicy é meio lento, mas quando fala é relevante. A descompostura que ele passou, na segunda, ao bigodudo foi genial. Não por nada, interrompeu o discurso do Maranhense-mor sobre Euclides da Cunha. O autor de Os Sertões não merecia isso.
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Pergunta importante: quando vão começar um movimento para tirar o Sarney da Acadêmia Brasileira de Letras?
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Sério: uma das coisas mais divertidas dos últimos tempos é o Twitter. E serve como um profundo estudo antropológico da sociedade contemporânea. Um exemplo é a Xuxa reclamando da esculhambação com os erros gramaticais cometidos por sua filha, Sasha. Alegou que a garota foi alfabetizada em inglês. Alguém precisa avisar a apresentadora que, no Brasil, se fala e escreve em português. Aliás, pelo jeito que escreve, a rainha dos baixinhos (seqüelados…) também foi alfabetizada em inglês.
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Recomendo o livro Os segredos das redações, do Leandro Fortes. É uma das leituras mais legais que fiz sobre jornalismo nos últimos tempos. Muito útil para estudantes e profissionais já formados. Compre, peça emprestado, roube, mas não deixe de ler. Quando tiver mais tempo, faço uma resenha digna dessa obra
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Certa vez, eu li uma piada muito legal num livro sobre um tablóide alemão. Vou adaptá-la para melhor compreensão dos amigos leitores.
São Pedro estava observando o céu junto com um anjo. De repente, os dois vêem um fogo de artifício. O anjo pergunta:
- O que é isso, São Pedro?
- Ah, meu filho, isso sempre acontece quando uma pessoa mente na Terra. É um aviso divino.
Um pouco depois, os dois assistem um show pirotécnico. Parecia Copacabana em pleno reveillon, mas sem ninguém ser atingido pelos fogos na areia. O anjo, muito curioso, pergunta:
- E agora, São Pedro?
- Ah, isso é a Revista Veja sendo impressa, meu filho…
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O tablóide original é o Bild da Alemanha. O livro é do jornalista Günter Walraff que passou uma temporada como repórter, disfarçado, do jornal. Descobriu cada podridão. A obra chama-se Fábrica de mentiras. Aliás, recomendo muito outro livro dele, até melhor, chamado Cabeça de turco onde ele se fantasiou de Turco para mostrar a vida desses imigrantes na super racista Alemanha. Chocante. E imperdível.
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Esqueci de contar um detalhe: no livro, o Walraff relata que são os próprios jornalistas do Bild que contam a piada. E morrem de dar risada.
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Acabou de me ocorrer que eu já tenho o título para um possível livro sobre a Veja. O Walraff não se incomodaria com o plágio.
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Falei no começo que as mínimas eram sobre o Senado, mas acabei falando pouco dos nossos parlamentares. Hhhhhmmmm… o amigo leitor não liga pra isso, né?
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Eu já falei mal da Veja hoje?
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Eu gosto desse estilo fragmentado. Dá menos trabalho com a coesão textual.
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Eu já falei mal do Gilmar Mendes hoje?
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Caramba, o que foi a vitória do Rubinho no Domingo passado? Bem bacana. Mas se a estatística estiver certa a próxima é só daqui a cinco anos. Na F-1 senior.
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Por hoje chega. Não sei quando volto. Nem sei se vão deixar esse blog continuar depois do post de hoje…