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Notas sobre entrevista-bajulação, boas leis e sobre um candidato e o seu cinismo


Sempre que eu tive blogs, mantive a tradição de escrever notas curtas sobre os assuntos cotidianos. Como o leitor poderá ver, as de hoje não são tão curtas como deveriam. Nem mesmo o título… Talvez, seja a falta de prática. De qualquer modo, prometo ser mais conciso da próxima vez.

Rasgação de seda e amnésia

Ontem, o programa do Jô exibiu uma entrevista com Roberto Civita o capo presidente da Abril. O gancho da entrevista foram os 40 ânus anos da Revista Veja. Como não poderia deixar de ser, a puxação de saco comeu solta e o rotundo apresentador “esqueceu” de comentar com Civita o trabalho que o Nassif vem fazendo sobre o tablóide da Abril. Não é de se espantar. Pois na própria entrevista o gorduroso comediante lembrou, com orgulho, de sua passagem pela Veja. Dois momentos interessantes: primeiro quando o sebento apresentador lembrou a passagem do Mino Carta, um dos fundadores e primeiro diretor de redação da revista. Nessa hora, eu amaldiçoei o fato de estar acompanhando a entrevista pela rádio CBN. Queria ver a cara que o Civita fez. Afinal, é notório nos meios jornalísticos que os dois não se suportam.Para vocês terem uma idéia, numa entrevista para a extinta revista Bundas, Mino Carta conta que, quando foi demitido da Abril-por imposição dos militares que, com isso, tiraram a censura de Veja-, Carta teria cuspido no carro do seu patrão. O segundo momento interessante foi quando o redondo comediante perguntou sobre uma grande furada de veja. Civita lembrou do caso “Boimate”, quando um repórter de Veja teria comprado uma brincadeira de 1º de Abril da revista Britânica New Science, que falava de um novo feito científico: o cruzamento do boi com o tomate, pelo professor Hamburguer… A platéia, claro, caiu na gargalhada. Civita apenas esqueceu de acrescentar que o responsável por essa lambança colossal é, hoje, o Duce diretor de redação de Veja. Aqui os detalhes dessa furada.

Agora, eu vou estar elogiando uma lei!

Na próxima quinta-feira, o presidente Lula vai assinar um decreto que, se for aplicado de fato-lei no Brasil é sempre bom escrever hipotéticamente-, pode gerar uma pequena grande revolução. É a lei do telemarketing. As principais mudanças são: o cancelamento do serviço imediatamente depois do pedido do cliente; a opção de falar com o atendente logo no primeiro menu eletrônico, o fim do jogo de “empurra-empurra” com o pobre coitado sendo transferido para vários atendentes, cada um menos informado que o outro. O usuário também só precisará explicar o que quer uma única vez. Para quem já padeceu no telefone-e tem alguém que não?-, essas pequenas mudanças, na verdade, óbvias, já são um grande alento. O decreto entrará em vigor em 120 dias apartir da assinatura presidencial. Resta conferir se ele vai “pegar”. Em tempo: para ser perfeito, o decreto só faltou proibir o gerundismo…

Frase da semana

“Acho que o Gilberto Kassab tem ficha limpa, a Marta [Suplicy] tem ficha limpa e eu tenho ficha limpa. Quem tem ficha suja é juiz que se mete em política, quando deveria se meter só nos autos”‘

O leitor advinha quem é o autor da pérola acima? Dica: é um dos maiores larápios da política tupiniquim. É famoso por popularizar outras frases como a clássica “Estupra mas não mata” ou ainda “Professora não ganha mal apenas é mal casada” entre outras. Fácil, né? Pois o Maluf está reclamando da inclusão do seu nome entre os candidatos com ficha suja. Eu até acho que ele tem razão. A ficha dele não está suja. Está completamente imunda. A capivara dele tem as dimensões de uma girafa…

Momento cultural

Por fim, uma pequena recomendação cinematográfica. Assista Wall-E da Pixar. É uma animação que tem um ritmo todo próprio, menos frenética que a maioria, e também com menos piadas. Se não tivesse custado os tubos, e não fosse produzida por um grande estúdio americano, ela poderia passar por uma animação de arte fácil, fácil.

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  1. 01/08/2008 às 4:44 pm

    Num fala mal do Maluf que minha mãe fica brava.

  2. 30/07/2008 às 8:49 pm

    Fui ver ontem Wall-E. É um filme lindo, lindíssimo, emocionante.

    Ele É um filme de arte. O sistema de liberdade criativa imposto pela Pixar e bancado pela Disney realmente funciona. Um filme anti-consumista, diria até anti-capitalista, passando nos multiplexes do mundo inteiro. Inacreditável.

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