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Chico Xavier


Cartaz do filme

Chico Xavier, o médium mais importante do Brasil, morreu em 30 de junho de 2002. Tinha 92 anos de idade. Deixou milhares de seguidores órfãos. Chico Xavier, o filme dirigido por Daniel Filho, estreou justamente no dia em que o médium completaria 100 anos de idade. E é uma prova que a popularidade do líder espiritual continua em alta: apenas nos três primeiros dias nos cinemas, 590 mil pessoas assistiram à fita, o novo recorde do cinema nacional.

Mas engana-se quem pensa que este é um filme voltado apenas para os seguidores da doutrina espírita. Certamente, boa parte do público está entre os que professam essa religião, porém, como é habitual na obra de Daniel Filho, este é um filme popular. Cheio de atores globais encabeçando o elenco, e com um jeitão que remete as minisséries da Globo- aliás, vai virar uma no fim do ano-, a obra é voltada para as massas. Com ou sem religião.

O fio condutor da história é uma entrevista que Chico Xavier concedeu para o programa Pinga-Fogo, da extinta TV Tupi de São Paulo, no ano de 1971. Enquanto discute aspectos da doutrina espírita, Chico vai relembrando sua vida: a descoberta dos poderes mediúnicos durante a tumultuada infância em Pedro Leopoldo; já adulto, o médium escreve os primeiros livros psicografados, incluindo neles poemas póstumos que seriam de escritores famosos, como Humberto de Campos. A obra gera muita polêmica e torna Chico Xavier uma figura popular.

Numa trama paralela inspirada em fatos reais, porém utilizando personagens ficcionais, um casal convive com a morte do filho, que teria sido assassinado por um amigo. A mulher encontra conforto nas cartas que recebe de Chico Xavier, porém o marido, que é diretor do programa Pinga-Fogo, permanece incrédulo. Mas uma reviravolta faz com que ele mude as suas convicções.

Três atores encarnam o personagem principal: a infância é interpretada pelo estreante  Matheus Costa, a vida adulta fica por conta de Ângelo Antonio e, por fim, Nelson Xavier interpreta o médium na terceira idade. Todos estão excelentes. A caracterização do elenco, que deixaram todos muito parecidos com o médium, torna o trabalho ainda mais impressionante. Os demais atores também estão bem, com especial destaque para Tony Ramos, interpretando o diretor incrédulo.

Chico Xavier é um filme que emociona e provoca o ceticismo do espectador. Uma boa oportunidade de assistir um arrasa quarteirão nacional, que retrata uma figura ao mesmo tempo controvertida e querida do público brasileiro.

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